26/02/2015

Oh Jordy..

Sou fã. Não há muito a dizer sobre a minha relação com Jordy Smith. Continuo a ter a certeza que o flow deste homem não tem rival. Que é talvez o surfista com mais talento natural do World Tour. E que a cada novo vídeo que lança fico mais e mais espantado com o que ele consegue fazer numa direita de parede aberta. O homem pesa quase 100 kilos, senhores! Tem quase dois metros! E a leveza com que voa... A troca de pesos em cima da prancha... A delicadeza com que completa o que quer que tenha feito. Senhores!

O'Neill Unreasonable

Gosto de como este spot me faz sentir. Na generalidade bem executado (excepção feita aos shots das miúdas que não fazem sentido nenhum neste vídeo) e editado, parece ser um reafirmar da O'Neill como uma das marcas mais core do surf. Aliás ideia que a marca também passa com o campeonato que organiza em Santa Cruz, Califórnia, para surfistas sem patrocinador e cujo vencedor é integrado na equipa da marca. Agora, parece-me evidente que é uma marca que está com muito pouca expressão fora dos E.U.A. "e do Mundo". Parece-me ser muito global (Jordy Smith, Mark Mathews, Malia Manuel e...e mais quem mesmo?) e pouco local, pelo menos é essa a impressão que tenho... Qual é a vossa? Se calhar é da crise ou coisa que o valha.

Anyway, belo vídeo.

23/02/2015

"The Queen Bee of Surfing"

Haverá melhor representante do surf mundial que a australiana Stephanie Gilmore? Jovem, educada, bonita, vitoriosa, a minha resposta é não. Ela é o Kelly Slater dos anos 90 sem o Baywatch e já tem mais títulos do que o norte-americano tinha na altura. Enquanto fã de Steph, mal posso esperar pelos próximos anos. Acredito que ela vai bater o recorde da compatriota Layne Beachley e irá também ficar no topo do pedestal das estatísticas. Nos outros, claro, já está.

Em baixo, a actual campeã do World Women's Tour em destaque na capa da Outside Magazine, numa fotografia de Morgan Maassen. Podem ver as restantes fotografias da história aqui.


11/02/2015

Young Guns 2 e a memória

É engraçado como a memória funciona. E é mais engraçado ainda quando ela choca com as nossas convicções, desejos e necessidade de admiração. Por exemplo, nos filmes de surf. Eu gostava (será que gostava mesmo?) que as minhas melhores memórias associadas a um filme de surf fossem as da primeira vez que vi o Endless Summer ou o Morning Of The Earth. Gostava (será?) de poder dizer que o Modern Collective foi o filme que marcou a minha carreira de surfista ou que o Apocalypse Now representa qualquer espécia de revelação espiritual sobre a necessidade e presença do surf na minha vida, mas não. Essa acaba até por ser uma dos aspectos mais belos da meórias: a capacidade de se associar ao que quiser, como quiser, sem filtro. E depois cabe a nós aceitar, ou não, isso mesmo.
As minhas melhores memórias de surf estão associadas ao filme Young Guns 2 da Quiksilver. Soa tolo, eu sei, mas a memória assim o decidiu. Poderá ser pelo choque de ver Dane Reynolds pela primeira vez, pela disparidade de nível entre duas pessoas da mesma idade (Julian Wilson..e eu) ou pela banda sonora dos Wolfmother. Era bom que fosse, não era? Era um história mais impressionante de te contar. Mas também não é por isso. E também não vos vou dizer porque é. Saibam apenas que é o filme de surf da minha vida e que vê-lo deixa-me perdidamente nostálgico.

Para relembrar: